Possibilidades e desafios da IA na psicologia, da evidência à prática com a Artemi
Workshop gravado com o Me. Júlio Gonçalves sobre inteligência artificial na psicologia: o que ela já entrega, onde ela falha e o que isso muda na mensuração clínica. A aula começa pela história da IA e pelas definições que o campo construiu desde 1956, passa pelos estudos que testaram IA em saúde mental e chega aos problemas que ninguém deveria ignorar: viés nos dados de treino, privacidade, os limites da empatia artificial e a alucinação de referências, com estudos que mediram quantas citações geradas por IA eram simplesmente falsas. Da metade em diante, a conversa vira mensuração: Avaliação Ecológica Momentânea (EMA), o ciclo de avaliação e formulação de caso, e os quatro domínios do measurement-based care (sintomas, funcionamento global, processo terapêutico e mecanismos de mudança), cada um com os instrumentos que dão conta dele. O trecho final mostra o que separa uma IA generalista de uma inteligência clínica: o que a Artemi lê, o que ela devolve com a fonte rastreável ao lado, o que ela deliberadamente não faz, e como formular perguntas que aproveitam o histórico do paciente em vez de desperdiçá-lo. Para quem é: psicólogas e psicólogos que já aplicam instrumentos e querem organizar melhor os dados, e também quem está começando e quer entender por onde iniciar um plano de monitoramento. A Artemi não fecha diagnóstico, não recomenda medicação e não decide no lugar de ninguém. A leitura é dela. A decisão é sua.
